sábado, 16 de agosto de 2014

Philip Roth na Atual

Clara Ferreira Alves escreve sobre a vida e a obra de um dos maiores romancistas norte-americanos. Leia a entrevista no Atual do Jornal Expresso




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Diz que me amas


Com a poesia canto,
Todo o meu amor,
Deste recatado canto,
Com todo o ardor!

Toda a grande paixão,
Que me vai na alma,
Toda a grande emoção,
Que não me acalma

Quando em ti vislumbro,
Aquele doce olhar,
Que em mim umbro,
Não consigo enxergar,

Com a poesia declamo,
Todo o meu encanto,
Como um submisso amo,
Toda a minha voz em pranto!

Aquilo que de mim desejas,
Que por mim clamas,
Quero que me protejas,
Diz que me amas!

© - 2014 – José Ferreira Bomtempo

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Solidão e depressão

Não me deixes só a carpir as minhas mágoas neste quarto escuro com uma cama só em que não há ninguém a meu lado para me fazer companhia e me poder compreender nem que seja só para me dizer; “Olá! Estou aqui, não me fui embora, voltei e quando quiseres diz o que te magoa a alma, o teu sentir, conta comigo”!
Estultícia anafada, para quê tanta estupidez no mundo para andar à cabeçada, quando o autismo não nos diz nada, pois se os outros nos dizem sermos gente atrasada que não sabe fazer nada, que sabem eles daquilo que está no nosso cérebro, na nossa mente, o que nos tolda o pensamento? A solidão depressiva é a mais difícil de suportar, mas o ser humano por vezes isola-se para carregar as baterias que descarregou ao desperdiçar as suas energias em coisas fúteis e sem qualquer utilidade para a sua formação, injetadas pela sociedade de consumo que o rodeia e pela burocracia que o massacra todos os dias, para atingir objetivos estúpidos e sem qualquer sentido ou razão que possa contribuir para a nossa felicidade.
Assim, um dia, sem que demos por isso caímos na depressão. O maior problema surge quando a crise não é ultrapassada e então aí é preciso socorrermo-nos da solidariedade. Mas para isso é necessário que se esteja disposto a agarrar a corda que é atirada para o fundo do poço onde nos encontramos. É aí que reside o maior problema da recuperação do nosso estado de espírito.

 © - 2014 – José Ferreira Bomtempo

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Nunca é tarde


Nunca é tarde,
Para descobrir,
O que nos vai na alma,
O enganar e o fingir,
O reto sentir,
Que nos acalma.
O desejo de amar,
De descobrir,
De nos sabermos,
Aquilo que somos,
Para que fomos,
Feitos e criados,
Do Éden irmanados,
Para nosso Ser,
Vir a descobrir,
Que nunca é tarde,
Para sempre poder,
Para sempre saber,
Que nunca é tarde,
Para Deus amar!

© - 2014 – José Ferreira Bomtempo

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Homenagem a Robin Williams


Sinceramente, fiquei mesmo chocado esta manhã quando soube a notícia. É um dos meus atores de eleição. Vi todos os filmes em que ele entrou e alguns deles mais de dez vezes. No meu livro "No Reino das Anjos" falo dele em determinado contexto no filme "Para Além Do Horizonte". É uma grande perda para o mundo das artes o seu desaparecimento.

Robin! Penso que encontrarás no astral a paz que aqui te faltou neste mundo material. Peço aos teus fãs que revejam o filme: "http://www.imdb.com/title/tt0120889/
E se e tu acreditaste no filme que protagonizaste então estarás mais bem posicionado no mundo astral do que aqui. Que descanses em paz e agora vais ter tempo de sobra para nos observares de outro ângulo! Aqueles que por obras valorosas da lei da morte se vão libertando. Bem hajas!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Razão da Prosa e da Poesia

Adoro muito ler e escrever,
Sejam romances ou poesia,
Porque sempre me fizeram ver,
Muito mais do que queria.

Com a palavra em poesia,
Posso cantar este mundo,
Sem qualquer hipocrisia,
Grito qualquer ato imundo!

Com a palavra em romance,
Com muita subtil galhardia,
Denuncio até onde alcance,
Qualquer infame vilania!

Com romance e poesia,
Duas formas de expressão,
É com grande ousadia,
Que faço minha missão!

Com poesias e prosas,
Posso oferecer flores,
Dar a todos não só rosas,
Mas também ódios e amores!

Denunciar aos quatro ventos,
Dos humanos seus cruéis atos,
Atitudes de maus intentos,
Comportando-se como ratos!

Dos políticos os maus propósitos,
Usando a palavra aos enganos,
Fazendo guerras e conflitos,
Sempre, sempre a causar danos!

Com atitudes tão miseráveis,
Sem que daí resultem factos,
Os maus políticos são detestáveis,
Só para ganharem alguns votos!

Fazem enganosas dissertações,
Sem que daí resultem,
Quaisquer boas utilizações,
Já que depois só discutem!

Posso com a escrita da palavra,
Denunciar toda a vilania,
Colher uma boa lavra,
Aguardar o fim da tirania!

Ao declamar uma boa poesia,
Cantando a palavra escrita,
Posso denunciar a hipocrisia,
Acabar com toda a compita!

Com os mais belos poemas,
Posso pedir o chamamento,
À boa causa dos sistemas,
A prece ao Éden firmamento!

Evocar a força da razão,
Dar-nos a paz e a concórdia,
Destruir a ignominia do vilão,
Ah! Como suspiro por esse dia!


© - 2014 – José Ferreira Bomtempo

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Porquê Estudar Saramago?


No livro de Maria Filomena Mónica – Diários de Uma Sala de Aula, na página 73, 2ª edição de março de 2014, encontrei um parágrafo algo interessante sobre a obra do nosso Nobel, o livro “O Memorial do Convento” que gostaria de partilhar convosco, já que, segundo a autora, pela mão de um diário ficcionado de uma professora da disciplina de português, dá para pensar sobre a forma como os nossos jovens alunos têm para dizer sobre a obra de leitura obrigatória e que tem vindo a ser tema de matéria de exame nacional de português:
“Na turma dos “tertulianos”, dos futuros engenheiros, ninguém tinha concluído a leitura do Memorial. Mas, à sua boa maneira, tinham arranjado uma série de “boas” justificações. Embora Saramago fosse Nobel da Literatura, o romance era desinteressante. Era uma bíblia de maus costumes. O rei tinha como amantes as freiras. Queimavam-se pessoas no Rossio e fazia-se uma festa à conta disso. Blimunda era uma personagem sem sal. Já para não falar do facto de o autor não saber escrever, não conhecer as regras de pontuação, usar frases longuíssimas, aborrecidas, sem fim, que exigiam voltar atrás na leitura montes de vezes, etc.,etc. «Muita lábia, pouco trabalho… já percebi, não se cansem. Na próxima aula, com a leitura já terminada, esclareceremos esses assuntos» - respondi. As intervenções revelavam algum espírito crítico e demonstravam que, embora a um ritmo desejável, a leitura estava a ser feita.” Fim de citação.

Agora caríssimos, aqueles que já leram a obra, em especial os senhores professores, o que acham? É este o sentimento generalizado dos nossos jovens pouco despertos para a leitura de obras literárias? Eu sinceramente gostei de ler o Memorial do Convento, e já o li por mais de uma vez, mas, há sempre um mas…. Fico-me por aqui nos meus pensamentos.

domingo, 3 de agosto de 2014

Dor de Amar


A dor que esta tarde aqueceste,
As mãos que nos olhos me viram,
O amor exato, vivo, que me deste,
O fogo onde sinto que partiram,

O horror de um amor que destruiu,
A fria quietude do meu quotidiano,
Que todo o meu ser consumiu,
É muito maior de que um tirano,

Falha aqui tudo o que amámos,
A perturbar a minha simples nostalgia,
O embalar das lágrimas que beijámos,

A pura ressonância da alegria,
Nunca te esqueças aquilo que passámos
Para terminar tudo numa elegia,


© - 2014 – José Ferreira Bomtempo

sábado, 2 de agosto de 2014

Paixão


Se amar é paixão, então não te quero amor,
Pois o que por ti sinto é muito mais!
Amar é simples, é mirar, é olhar meu amor,
Paixão é sofrer, é querer tudo até demais,

Se te quero para sempre a meu lado,
Sofrer, querer ter até mais não,
Em ti entrar até ficar prostrado,
Então o que por ti sinto é paixão!

Porque será que todo o apaixonado,
Tem que sofrer tamanha privação,
Sempre que fica no amor aprisionado?

Porquê tanto sofrer de paixão?
Será que é por estar enredado,
De ficar para sempre em comunhão?

© - 2014 – José Ferreira Bomtempo

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Com o Meu Amor



Com o meu amor,
Eu quero estar!
Com o meu benquisto,
Eu quero estar!
Com o meu mais que tudo,

Eu quero estar!
Acima de tudo,
Eu quero estar,
Com o meu amor,
Amor a praticar!

Quero-lhe sentir,
Quero-lhe sussurrar,
Quero-lhe tocar,
Quero-lhe entrar,
Quero-lhe unir.

Descobrir seu vulcão,
Descobrir seu corpo,
Descobrir seu tato,
Descobrir seu agrado,
Descobrir seu clarão.

Conquistar seu prazer,
Conquistar seu afeto,
Conquistar sua fonte,
Conquistar seu Graal,
Conquistar seu querer…

Acabar com as intolerâncias,
Acabar com os receios,
Acabar com as invejas,
Acabar com os ciúmes,
Acabar com as renúncias!

Com o meu amor,
Quero-lhe desvendar,
Quero-lhe agigantar,
Quero-lhe enxergar,
Quero-lhe alegrar!

Ao meu amor,
Só lhe quero caber,
Só lhe quero tomar,
Só lhe quero ter,
Só lhe quero amar!

Para com o meu amor,
Com todo o meu almejar,
Do fundo do meu ser,
Só lhe quero dar…
Todo o meu bem-querer!

© - 2014 – José Ferreira Bomtempo

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Conquistar Uma Donzela


No alvor da madrugada
De uma pensativa manhã,
Acariciando a sua face bela,
Desejo ter conquistada,
Sem me perder em jura vã,
Uma muito formosa donzela.

Portando as mais belas flores,
Junto com glosas para a prendar,
Compostas com doce ardor,
O símbolo de meus fervores,
Como estranho jeito de lhe dar,
O entender a força de trovador.

Com a ajuda de Cupido,
Falando-lhe sinceramente,
Irei dar-lhe doces carícias,
E sussurrar-lhe ao ouvido,
Todo o meu amor demente,
Sem quaisquer malícias,

Sem intenções ou espertezas,
Como vindo de uma campanha,
Onde tenha feito conquistas,
Utilizado as mais vis torpezas,
Servindo-me de artimanha,
Para poder dar nas vistas!

Oh! O amanhã como o anseio,
Para meu coração poder apaziguar,
Calmar meu vergão estroinado
E não me perca por um veio,
Onde vá febrilmente desaguar,
Meu leito endemoninhado!

© - 2014 – José Ferreira Bomtempo

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Escrever para quê?


Especialmente ter alguém que leia o livro, pois é caso para dizer: Para quê escrever aquilo que ninguém vai ler?

terça-feira, 29 de julho de 2014

Sonhar de Amor


Hoje sonhei que te amava,
Que para ti olhava,
Que em ti entrava…
Hoje quando o sol já ia,
Lá longe no horizonte,
Por detrás daquele monte,
Pálido vermelho se escondia,
Sonhei que te amava…

Hoje foi um dia diferente,
Hoje foi uma noite diferente,
Hoje quando a lua subia,
Lá alta no céu refulgente,
Por cima daquele outro monte,
Sonhei que te queria,
Sonhei que não te temia,
Sonhei que te amava…

Hoje quando no horizonte,
O sol ténue se escondeu,
A lua ficou no seu monte.
As estrelas iluminaram o céu,
Com as constelações no seu lugar,
Desejei estar em teu olhar,
Desejei em ti entrar,
Sonhei que te amava….

Hoje quando as sombras,
Tomaram o lugar do breu,
O dia se perdeu,
E a noite escureceu,
Desejei em ti perder-me,
Desejei em ti buscar-me,
Desejei em ti tomar-me,
Sonhei que te amava…

Hoje foi um dia diferente,
Hoje foi uma noite diferente,
Quando as sombras das casas,
Quando as sombras das árvores,
Foram tomadas pela noite,
Desejei estar apaixonado,
Desejei sentir a paixão,
Sonhei que te amava…

Hoje quando a noite imperou,
O silêncio tudo calou,
Os pássaros se recolheram,
E o vento amainou,
Desejei em ti possuir-me,
Desejei em ti querer-me,
Desejei em ti vir-me,
Hoje sonhei que te amava…


© - 2014 – José Ferreira Bomtempo

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Dilema vivencial

Qual a opção correta?


A opção é seguir em frente pois verdes são os caminhos

quarta-feira, 23 de julho de 2014

terça-feira, 22 de julho de 2014

Sofre até conseguir


Clica a seguir para ver o vídeo que vale a pena:
Sofre Até Conseguir



segunda-feira, 21 de julho de 2014

Assombroso




O mistério do mundo, o íntimo, horroroso, desolado, verdadeiro mistério da existência, consiste em haver esse mistério. Quanto mais fundamente penso, mais profundamente me descompreendo. Só a inocência e a ignorância são felizes, mas não o sabem. São ou não? Que é ser sem o saber? Ser, como a pedra, um lugar, nada mais. Quanto mais claro vejo em mim, mais escuro é o que vejo. Quanto mais compreendo menos me sinto compreendido.
Fernando Pessoa

domingo, 20 de julho de 2014

Traição


Entenderam o sentido de humor do desdentado? Se entenderam então é porque a maior parte das vezes é melhor não andar nas bocas do mundo do que provocar o mundo que nos rodeia.

sábado, 19 de julho de 2014

Um bom conselho


Simone Duarte Eu só me preocupo com o que eu acho, não me importo com o que os outros pensam! Quem sabe de mim sou eu! 
Não me interessa a vida alheia!! 
Gosto de ver as pessoa felizes! Fico feliz com a felicidade deles ! Se vejo o sofrimento alheio tento ver se posso ajudar!!!! Não me importo o que pensam de mim! Perda de tempo, são pessoas ignorantes....

terça-feira, 15 de julho de 2014


A poesia resistirá sempre à força dos mitos.